Santa Rita do Sapucaí é diferenciada. Sua história começou no leite e café, mas foi graças a pessoas com visão de futuro e mentes inovadoras, que a cidade foi ganhando outra vocação. Hoje, tanto o agronegócio como a tecnologia são tão vitais para a cidade, que não conseguimos mais separar esses assuntos, eles fazem parte do nosso dia-dia.

Aqui estão apenas algumas pessoas que escreveram capítulos da história de Santa Rita do Sapucaí, com grande entusiasmo e dedicação.

1. Delfim Moreira, 10º Presidente do Brasil

Delfim Moreira da Costa Ribeiro nasceu em Cristina no dia 7 de novembro de 1868, foi um advogado e político brasileiro. Eleito vice-presidente na chapa de Rodrigues Alves durante as eleições, assumiu a presidência em virtude do falecimento daquele, vítima da Gripe Espanhola, até que fossem convocadas novas eleições, tornando-se presidente interino do Brasil. Nesse período, entre 15 de novembro de 1918 e 28 de julho de 1919, foi o 10.º presidente do Brasil.

No seu governo, o Brasil se fez representar na Conferência de Paz em Paris, pelo senador Epitácio Pessoa, reformou a administração do território do Acre, republicou o Código civil brasileiro com várias correções ao texto original de 1916. Decretou intervenção no estado de Goiás, entre outras ações. 

2. Dr. Antenor Pinto de Almeida

Antenor Pinto de Almeida nasceu em Santa Rita do Sapucaí no dia 15 de novembro de 1885.  Foi o primeiro santa-ritense a graduar medicina, em 1918, e exercer sua profissão no município de origem, atuando durante 55 anos. Dr. Antenor prestava atendimento a toda população e em todas as áreas da medicina, sendo respeitado e conhecido pela excelência em seus diagnósticos e, ainda hoje, lembrado pela forma autêntica e espirituosa com que tratava seus pacientes. Faleceu em 05 de dezembro de 1973.

3. Prof. Henrique Del Castilho

Henrique Del Castilho foi grande articular da educação no Estado de Minas Gerais e diretor do Instituto Instituto Moderno de Eudcação e Ensino a partir de 1935, hoje atual sede do Inatel. O IMEE foi fundado em 1918 e teve um papel relevante na educação de milhares de santa-ritenses e não santa-ritenses.

Em 2002 a antiga casa do prof. Henrique Del Castilho se tornou o Espaço Cultural 'Maria Hespanha del Castilho', sede do projeto Cas@ Viva - Alfabetização Tecnológica para Inclusão Social do Inatel. O espaço é uma homenagem à antiga proprietária do casarão, Dona Hespanha, esposa do professor, que durante mais de 10 anos acolheu estudantes da ETE e do Inatel vindos de outras cidades.

4. Prof. José Nogueira Leite

José Nogueira Leite nasceu em Itajubá em 1912. Engenheiro diplomado pelo Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá, hoje Unifei, onde lecionou como professor desde 1954.

Quando atuou como consultor técnico do Departamento de Correios e Telégrafos, foi convidado para o Primeiro Plano Nacional de Telecomunicações, o CONTEL. Foi aí que soube que 30 mil engenheiros seriam recrutados para trabalhar com telecomunicações. Daí a ideia: um curso superior e ao mesmo tempo, especializado, poderia fazer face à carência de profissionais nessa área.

Assim, em 1964, prof. José Nogueira Leite se reuniu com a Sociedade dos Amigos de Santa Rita do Sapucaí com o objetivo de analisar as possibilidades de trazer para a cidade o projeto de uma escola superior de telecomunicações. Nesse dia o Instituto Nacional de Telecomunicações começou a nascer. Prof. José Nogueira Leite faleceu em 17 de novembro de 1966.

5. Monsenhor José Carneiro Pinto

José Carneiro Pinto é natural de Itajubá - MG, nasceu no dia 20 de outubro de 1921. Monsenhor, membro fundador e 1º presidente do Educandário Santarritense, fundação mantenedora da Faculdade de Administração e Informática - FAI. Graduado em Filosofia e Teologia pelo Seminário São José, Arquidiocese de Mariana - MG. Ordenado Sacerdote no dia 08 de dezembro de 1946, rezou sua 1ª missa Solene na cidade de Santa Rita do Sapucaí no dia 15 de dezembro de 1946.

6. Maria Idalina de Jesus, a “Maria Bonita”

Maria Bonita nasceu em Santa Rita do Sapucaí em 1901. Desempenhou muitos papéis na comunidade santa-ritense: líder comunitária, cultural e política, atuou também como cozinheira. Foi uma das lideranças na fundação da Associação José do Patrocínio e do bloco carnavalesco Mimosas Cravinas. Foi apaixonada pelo carnaval, sempre radiante e religiosa, é lembrada como um símbolo de resistência. 

7. Luzia Rennó Moreira, a “Sinhá Moreira”

Luzia Rennó Moreira nasceu na cidade Santa Rita do Sapucaí-MG, em 1907. Dona Sinhá, como era chamada, cresceu nas fazendas cafeeiras da família. Casou-se, em 1929, com o diplomata Antônio Moreira de Abreu, tendo a oportunidade de conhecer o mundo. Viajou e morou em países como México, Estados Unidos, Japão, Portugal, Bélgica e China. De suas viagens, trouxe o princípio da eletrônica, do Japão.

Ao retornar para Santa Rita do Sapucaí, desenvolveu sua vocação de articuladora política, construindo ruas, casas e escolas. Sua generosidade propiciou a ida de jovens de sua terra para estudar em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Fundou, em 1959, a primeira escola de eletrônica da América Latina: a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE), semente do Vale da Eletrônica. Ela viu seu sonho se concretizar e faleceu em 1963.

8. Paulo Frederico de Toledo

Paulo Frederico de Toleto nasceu em São José do Rio Preto, em 27 de outubro de 1946. Foi Prefeito de Santa Rita do Sapucaí de 1987 a 1988, era conhecido como “Paulinho Dentista”, criador do “Vale da Eletrônica”.

Em 1985, o poder público municipal juntamente com algumas lideranças locais; inquietos com o fato de Santa Rita do Sapucaí precisava de uma identidade forte como outras cidades ao redor tinham, criaram o slogan “Vale da Eletrônica”. A estratégia atraiu não só mais alunos para as escolas da cidade, mas também empresas que queriam se mudar em uma área onde a mão de obra qualificada estivesse disponível, tornando esse slogan um marco importante para o desenvolvimento da história de Santa Rita do Sapucaí.