O Instituto Nacional de Telecomunicações ‒ Inatel conquistou todas as posições do pódio de sua categoria na etapa regional da 3ª Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT), realizada nos dias 8 e 9 de agosto, no campus da instituição, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Os projetos GeoScanSat, Samaúma e Karawara garantiram, respectivamente, o primeiro, segundo e terceiro lugares da competição.
Com o resultado, as equipes GeoScanSat e Samaúma avançam para a quarta e última fase da OBSAT, prevista para acontecer entre os dias 9 e 13 de novembro, em Natal (RN). Antes da etapa final, os dois projetos também foram contemplados com a oportunidade de realizar a soltura de seus CubeSats em São Carlos (SP), em data a ser definida pela organização.
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O primeiro lugar ficou com o GeoScanSat, desenvolvido por Lívia Cecília Gomes Silva, Lara Conte Gomes e Gustavo Pivoto Ambrósio. Para Lara, que integrou a equipe campeã nacional em 2025, a conquista representa uma oportunidade de continuar se desafiando e buscar novamente o título da competição.
“Fiquei muito feliz com a notícia e animada com a possibilidade de nossa equipe trazer mais um título. Nosso maior ganho foi o quanto pudemos aprender e obter de experiência nesses dias em que trabalhamos no CubeSat. Agora, com a Fase 4, vamos dar o nosso melhor pelo Inatel. O Inatel tem sido a minha segunda casa desde o primeiro período, e ter a oportunidade de trazer mais um título me deixa muito animada pela chance de continuar me desafiando e representando a instituição”, afirma a estudante.
Na segunda colocação, o Samaúma, de Daniele Letícia Pereira Sousa e Mateus Ananias Duarte Lima, também garantiu uma vaga na fase final e a oportunidade de realizar a soltura do CubeSat em São Carlos.
De acordo com Mateus, o desenvolvimento do projeto foi marcado por desafios que contribuíram não apenas para sua formação técnica, mas também para seu crescimento pessoal e profissional: “Foi realmente muito engrandecedor e gratificante perceber tudo o que foi criado ao longo do desenvolvimento. Foi um desafio muito grande, mas também representou um crescimento pessoal e profissional”, afirma.
Já o terceiro lugar ficou com o Karawara, desenvolvido por Rodrigo de Carvalho Andrade, Álvaro Sampaio Careli, Rafael Olimpio Amaro e Allisson Machado de Andrade. O resultado representa mais uma conquista para o projeto, que também foi reconhecido internacionalmente no ICE3IS 2026.
Para Rodrigo, aluno de Engenharia de Telecomunicações, o resultado na OBSAT complementa uma sequência de reconhecimentos do projeto: “Chegar ao pódio da OBSAT logo após as conquistas no ICE3IS representa a consolidação da missão Karawara, unindo a excelência da nossa pesquisa científica à nossa capacidade de execução técnica. Para mim, como estudante, essa sequência de resultados prova que conseguimos ir muito além da teoria, transformando artigos em sistemas reais, robustos e competitivos.”



Os projetos GeoScanSat, Samaúma e Karawara garantiram, respectivamente, primeiro, segundo e terceiro lugares da OBSAT.
Experiência que transforma a formação
Os três projetos são desenvolvidos pelo Inatel CubeSat Design Team, equipe vinculada ao RadioCom Lab do Inatel e sob a orientação do Prof. Evandro César, e envolvem a aplicação de tecnologias espaciais para o desenvolvimento de pequenos satélites, conhecidos como CubeSats.
A participação na OBSAT proporciona aos estudantes uma experiência prática e multidisciplinar, envolvendo etapas como concepção, desenvolvimento, integração e testes dos sistemas. Ao longo do projeto, os alunos aplicam conhecimentos adquiridos em diferentes áreas da engenharia e trabalham em desafios que simulam etapas de uma missão espacial.
Com o primeiro e o segundo lugares da etapa regional, o Inatel terá duas equipes na disputa pelo título da terceira edição da OBSAT. O resultado amplia as possibilidades de uma nova conquista para o Instituto, que participa da competição desde a primeira edição e já foi campeão nacional em 2023, com a equipe Priceless Brain, e em 2025, com a Lorentz's Cage.
As conquistas também evidenciam como a integração entre ensino, pesquisa e atividades práticas na área de Telecomunicações pode ampliar as possibilidades de formação dos estudantes. A experiência também reforçou, para Matheus, as possibilidades de crescimento acadêmico proporcionadas pelo Inatel:
“A instituição realmente valoriza o ensino e a pesquisa de uma maneira muito consolidada e séria. Então, a possibilidade de você crescer dentro da instituição de maneira acadêmica é muito grande e gera uma oportunidade realmente para quem está ingressando agora e ainda tem dúvidas sobre as possibilidades que pode encontrar. Isso ajuda demais no crescimento pessoal de quem realmente leva a sério e entende o valor de tudo isso”, complementa.


