
Iniciativa reuniu 45 estudantes estrangeiros e 19 projetos durante a 45ª FETIN, promovendo troca de conhecimentos, experiências acadêmicas e integração cultural.
Durante a 45ª Feira Tecnológica do Inatel – FETIN, o Instituto Nacional de Telecomunicações – Inatel promoveu mais uma edição da FETIN Internacional, iniciativa que reúne estudantes e universidades parceiras de diferentes países para ampliar as experiências de formação em engenharia e tecnologia.
Neste ano, 45 estudantes da Bolívia, Colômbia, Chile, Paraguai e México participaram da programação e apresentaram 19 projetos desenvolvidos em suas universidades. A agenda também incluiu palestras, visitas aos laboratórios e outros espaços do campus e atividades de integração com estudantes brasileiros. Representantes da Alemanha também estiveram presentes para apresentar os programas de intercâmbio e Dupla Diplomação mantidos entre as instituições.
A iniciativa integra as ações de internacionalização do Inatel. Atualmente, o Instituto mantém cerca de 42 convênios com instituições de ensino estrangeiras, que possibilitam experiências como intercâmbios, Dupla Diplomação, estágios em laboratórios e desenvolvimento conjunto de projetos.
Para o professor Bruno de Oliveira Monteiro, coordenador do Núcle de Estágios e Serviços Profissionais - Nesp e responsável pela FETIN Internacional, a internacionalização vai além da mobilidade de estudantes entre países.
“A internacionalização não fica só no intercâmbio. Temos várias outras atividades que desenvolvemos e praticamos aqui dentro do Inatel, que promovem esse processo de internacionalização. Uma delas é a vinda de alunos estrangeiros para o campus, para fazer um estágio dentro de laboratórios e ficar com os nossos grupos. Nós também temos grupos que fazem desenvolvimento em conjunto com outros projetos, em parceria com alunos estrangeiros”, afirma.
Durante a FETIN Internacional, os estudantes estrangeiros foram acompanhados por monitores do Inatel, que atuaram como anfitriões durante a permanência em Santa Rita do Sapucaí. A programação também possibilitou que os participantes conhecessem projetos desenvolvidos pelos estudantes brasileiros.
“Esses alunos interagiram e apresentaram os seus projetos juntamente com os nossos, para que nós promovêssemos essa troca de experiência cultural entre os nossos alunos e os estrangeiros”, destaca Bruno.
Tecnologia em diálogo internacional
Entre os projetos apresentados esteve o “Development of a gamified system as a support tool for the motor rehabilitation process in children with hemiplegia and infantile hemiparesis using computer vision”, desenvolvido por Karen Lizeth, estudante da Universidad Privada del Valle – Univalle, da Bolívia.
A pesquisa utiliza visão computacional e gamificação para apoiar a reabilitação motora de crianças com hemiparesia e hemiplegia. Com uma câmera convencional e um computador, o sistema analisa os movimentos realizados durante os exercícios, identificando ângulos de diferentes partes do corpo e fornecendo dados que podem auxiliar o fisioterapeuta no acompanhamento do paciente. Para a criança, os exercícios são apresentados por meio de um jogo.
Segundo Karen, a proposta surgiu da busca por uma alternativa mais acessível às tecnologias utilizadas nos processos de reabilitação. “Fiz um sistema que só precisa de uma câmera e um laptop. O que faz a câmera com o sistema é medir ângulos da perna, do braço, do pé, em todas as partes do corpo. Com essa medição, o fisioterapeuta tem acesso aos dados, mas para a criança é apresentado um jogo que a estimula a fazer os exercícios”, explica.
Além de reduzir a complexidade e o custo da tecnologia utilizada, o projeto busca tornar a reabilitação mais atrativa para as crianças. A estudante já realizou testes com fisioterapeutas e trabalha no aprimoramento da gamificação e na possibilidade de utilizar a solução também em processos de telereabilitação.
Para Karen, a participação na FETIN também representa uma oportunidade de ampliar a pesquisa a partir do contato com outras realidades: “Pode-se desenvolver tecnologia que vai melhorar a qualidade de vida dos pequenos. E também buscar soluções com base no que se vê em outros países, já que muitos vão desenvolvendo constantemente.”
Esta foi a primeira participação da estudante na FETIN. Ela conta que a experiência no Inatel chamou sua atenção pela estrutura do campus e pela interação com os estudantes brasileiros. “O Inatel me surpreendeu. Gostei de ver toda a infraestrutura, os ambientes, o espaço e os próprios estudantes, o que estão desenvolvendo. É algo que me chamou muito a atenção.”


