Por Marcelo Marques e Evandro Vilas Boas*.
As áreas de Segurança Cibernética, Internet das Coisas (IoT) e desenvolvimento de pequenos satélites têm ganhado cada vez mais destaque no cenário tecnológico. Essas frentes representam oportunidades concretas de inovação, impacto social e avanço científico no campo da Engenharia.
Nesse contexto, as competições acadêmicas, como hackathons, desafios de CTF (Capture the Flag) e olimpíadas tecnológicas, assumem um papel estratégico na formação dos estudantes, funcionando como verdadeiros laboratórios vivos. As diversas modalidades de competição permitem que o aluno teste seus conhecimentos, descubra novas áreas de interesse e vivencie situações muito próximas às que enfrentará no mercado de trabalho em Telecomunicações.
Em sala de aula, o estudante de Engenharia de Telecomunicações do Inatel domina fundamentos como protocolos de comunicação, redes, sistemas embarcados, antenas, eletrônica, programação e modelagem matemática. No entanto, é nas competições que esses conceitos ganham vida. Em um CTF de segurança cibernética, por exemplo, o estudante aplica fundamentos de redes, criptografia, análise de vulnerabilidades e programação em um ambiente realista e dinâmico.
Em desafios de IoT, coloca em prática desde a prototipação eletrônica até a comunicação sem fio e a segurança dos dispositivos. Já em competições de pequenos satélites, como os cubesats, aplica conhecimentos em RF, telemetria, energia, controle térmico e integração de sistemas. Ao participar desses eventos, o aluno passa a enxergar como todos os conteúdos do curso se conectam, desenvolvendo habilidades que vão muito além da sala de aula.

Estudantes do Inatel têm a oportunidade de vivenciar diferentes experiências por meio de laboratórios temáticos
No Inatel, o curso de Engenharia de Telecomunicações incentiva a participação dos alunos em times de competição por meio de seus três Laboratórios Temáticos, que representam o Instituto em diferentes ações. O Laboratório de Segurança Cibernética e Inteligência Artificial é a sede do time de competição em CTFs, conhecido por Duckware pelos integrantes. Esse time se desafia entre CTFs presenciais em todo o território nacional, bem como em competições internacionais online. A equipe conta com ambiente próprio e orientação de professores e profissionais que atuam no Centro de Segurança Cibernética do Inatel, o CxSC Telecom. Essa relação fortalece a formação dos alunos, aprimora sua preparação para alcançar posições de destaque nas competições e amplia suas oportunidades de conquistar vagas de estágio e até mesmo emprego.
O Laboratório de IoT e Infraestruturas Críticas em Telecomunicações (CTIoT) abriga o IoT Team. Nesse grupo, os estudantes enfrentam desafios da área de IoT para solucionar problemas reais da sociedade em diversas verticais de mercado, vivenciando um ambiente de intensa experimentação da engenharia na prática.
Já o Laboratório de Rádio e Comunicação (RadioCom) conta com um time dedicado às competições de pequenos satélites: o CubeSat Design Team. Essa equipe tem se destacado nacionalmente e é bicampeã da Olimpíada Nacional de Satélites, promovida pelo MCTI (OBSat), reforçando a tradição do Inatel em projetos de engenharia de ponta.
Integração entre hard skills, soft skills e estímulo à inovação
Um ponto fundamental nas competições é o estímulo de habilidades altamente valorizadas pelo mercado: comunicação, liderança, colaboração, resiliência, pensamento crítico e gestão de tempo. Um time que participa de uma competição de satélites, por exemplo, precisa lidar com prazos rígidos, documentação técnica, divisão de responsabilidades, problemas inesperados e testes exaustivos.
Nas competições de IoT e segurança, a pressão do tempo, a necessidade de raciocínio rápido e a resolução criativa de problemas contribuem para formar profissionais mais seguros e preparados para os diferentes desafios do mercado de trabalho.

Um ponto fundamental nas competições é o estímulo de habilidades altamente valorizadas pelo mercado.
Outro benefício essencial é o despertar da curiosidade científica. Ao resolver desafios inéditos, experimentar ferramentas avançadas e interagir com estudantes e profissionais de diferentes áreas, o aluno aprende a buscar soluções inovadoras e a se atualizar continuamente. Essas experiências também incentivam a iniciação científica, o empreendedorismo e a criação de novos projetos. Muitos trabalhos de conclusão de curso, startups e linhas de pesquisa surgem justamente de ideias inicialmente exploradas em competições acadêmicas. Nesse ambiente, destacam-se ainda iniciativas que evoluem para pedidos de patente, evidenciando a riqueza e complexidade desse ecossistema.
Participar de competições também reforça o senso de comunidade. Os estudantes passam a integrar grupos de estudo, equipes multidisciplinares e laboratórios, fortalecendo vínculos entre colegas, professores e profissionais do setor. Além disso, o networking proporcionado por esses eventos costuma abrir portas para estágios, projetos de pesquisa, bolsas, empregos e até convites para representar a instituição em eventos nacionais e internacionais.
Competições como catalisadoras de crescimento
No curso de Engenharia de Telecomunicações do Inatel, as competições acadêmicas são muito mais do que atividades extracurriculares. Elas atuam como catalisadoras do crescimento técnico, intelectual e pessoal dos estudantes.
São oportunidades reais de colocar a mão na massa, explorar novas fronteiras tecnológicas e desenvolver competências amplas, da eletrônica e programação à comunicação e colaboração, sempre com apoio e infraestrutura de laboratórios de excelência. Ao enfrentar esses desafios, o estudante se torna protagonista do próprio aprendizado, descobre seu potencial e fortalece sua trajetória profissional como Engenheiro de Telecomunicações.
O Inatel está com inscrições abertas para o Vestibular de Engenharia de Telecomunicações, curso que há seis décadas forma profissionais na área. É a oportunidade de ingressar em uma formação conectada às demandas do setor e alinhada às tecnologias que moldam o futuro das redes. Saiba mais: inatel.br/vestibular.
*Marcelo Marques é coordenador do curso de Engenharia de Telecomunicações e presidente da Fundação Instituto Nacional de Telecomunicações – Finatel, mantenedora do Inatel.
Evandro Vilas Boas é professor do curso de Engenharia de Telecomunicações integra o Centro de Segurança Cibernética (CxSC) do Inatel e coordena os Labs Temáticos de Telecomunicações (CS&I, CTIoT e RadioCom Labs).



